c_t(x,t) + (U(x) c(x,t)) = 0 \text{(ADV)} e a equação da onda u_{tt} - a^2 u_{xx}=0 \text{(ONDA)}.
Nós vimos que a equação de adversão descreve o transporte da concentração de uma certa substância por um campo de vectores U no domínio de definição D de c(x,t). No nosso caso c(x,t) esta definida para t\geq 0 e -\infty<x< \infty.
Para simplificar nossas considerações iniciais, nós assumimos que U era um campo constante e que o nosso universo só têm uma variável espacial.
No caso de um campo constante, o problema de Cauchy para a equação de adversão é fácil de resolver.
Dada uma distribuição inicial da concentração c_0(x) a solução do problema de valor inicial (abr. PVI) é
c(x,t) = c_0(x - Ut).
Em outras palavras, dependendo do sinal de U a distribuição inicial se move para a direita ou para esquerda.
Como nós sabemos, a translação do argumento por um factor negativo produz uma translação à direita do gráfico da função.
Uma solução teórica da equação de advecção é possível através do método das características.
As características de ADV são as trajectórias do campo de vector definido pela equação
\dot{x} = U(x), x(0) = x_0 (\text{CAR}).
Intuitivamente se nós colocarmos um marcador no ponto x_0 a equação descreve como essa partícula se move sob a acção do campo U(x).
Um dos nossos primeiros exercícios de aquecimento foi uma conta onda calculávamos c(x,t) como uma função de x(t;x_0). Às vezes a função x(t;x_0) é chamado o fluxo do campo CAR.
Um problema desse método é que o cálculo de c(x,t) se t \gg 1 exige o conhecimento de x(t,x_0) para longos intervalos de tempos.
Nesse sentido a introdução de métodos práticos para o cálculo numérico das soluções se torna inevitável.
Em seguida nos conversamos sobre a equação da corda, ou equação da onda.
Nós vimos que a mudança de coordenadas \xi = x - at e \eta = x + at reduz a equação da corda à uma forma muito simples
(u_{\xi})_{\eta} = 0.
Aplicando do teorema fundamental do cálculo nós pudemos obter a forma geral da solução como
u(x,t) = F(x - at) + G(x - at).
A presença de duas funções arbitrárias no lado direito nos leva a concluir que o PVI para a equação de onda demanda duas condições iniciais, tipicamente dadas como
u\vert_{t=0} = \phi(x) e u_t\vert_{t=0} = \psi(x).
Através da formula de D'Alembert nós podemos escrever a solução do PVI para t\ge 0 e x \in (-\infty,\infty) explicitamente.
O Filippo perguntou se é possível resolver a equação da corda conhecendo somente a forma da corda para dois valores distintos de tempo, i.e., u\vert_{t=0} and u\vert_{t=1}. Meu chute é que provavelmente sim.
Outra vantagem da fórmula de D'Alembert é que ela fornece informação qualitativa sobre a evolução de u(x,t).
Isso foi ilustrado através dos "problemas cinematográficos.
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